quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
E não duvide que um dia eu te darei o céu, o meu amor junto com um anel, pra gente se casar!
Sobre a Capela:
As primeiras notícias sobre a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos apareceram em 1727. O prédio atual, todo em alvenaria de pedra, com cunhais, cimalhas e beirais em cantaria, data da segunda metade do século XVIII. A fachada é coroada por um frontão composto por duas robustas volutas de cantaria. Sobre a portada existe um nicho com a imagem de São Benedito. A sineira, acréscimo posterior está inacabada. O altar-mor em estilo de transição D. João V para D. José tem quatro colunas salomônicas que sustentam a arquivolta, com dossel encimado por um medalhão com o rosário sustentado por dois anjos. No trono, composto de volutas está a imagem de Nossa Senhora do Rosário, de origem portuguesa. Nos nichos laterais estão as imagens de Santo Elesbão e São Brás. O primeiro é negro e pisa a cabeça do rei infiel Dunaan; o outro representado como bispo, é protetor contra as doenças de garganta.
Os dois altares colaterais, com pouca talha são pintados em cores fortes, sendo o da direita dedicado a São Benedito e o da esquerda a Santo Antônio de Cartagerona ou do Noto. Estas peças são a interpretação provinciana do estilo D. João V e devem ser originárias da antiga capela. O forro da capela-mor tem pintura em perspectiva barroca, onde uma arquitetura fingida se abre no centro para dar lugar a visão de Nossa Senhora entregando o Rosário a São Domingos e São Francisco. O forro da nave pintado por Manoel Victor de Jesus no início do século XIX, é constituído de 18 caixões nos cruzamentos. Quinze dos quadros representam os mistérios do Santo Rosário e os outros três as invocações da ladainha.
Esta capela pertenceu à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
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